Transcrever emoções, sentimentos, passado, futuro ou desejos, é viver - ou reviver - tudo o que há de melhor.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sexo


Uma piscadela, um lisonjeio - aliás, um belo lisonjeio - e conseguiu o que queria.
Em realidade, era um grande esforço pra manchar a bela reputação que tanto lhe fazia mal.
Mais quatro dias de esforço, investimentos contínuos e outro sucesso.
Um caso antigo volta a ser realidade. Flertes e mais flertes. Mais um motivo pra acabar com sua reputação.
Falta de sucesso em duas tentativas, e êxito na subsequente. Assim viveria tão cálida vida. Quietude inquietante. Três beijos, um convite, uma cama bagunçada e a privacidade compartilhada.
Gargalhadas, um ranger de portas, fuga, correria, e alívio.
Mais dois beijos, alguns amassos, um café e quarenta minutos de prazer.
O perigo de uma vida entre outra vida. Susto, outro alívio, e mais quarenta minutos pela redenção.

domingo, 20 de maio de 2012

Datado de 31/12/2011 - Meu singelo ódio


A cada dia que passa, tenho mais motivos para odiar a vida.
E eu à odeio, amigo. Eu à odeio.
Odeio minha covardia, e quando a covardia some por alguns instantes, odeio minha honestidade. Nunca me leva a lugar algum.
Odeio estar tonto.
Odeio este maldito sentimento. Odeio.
Odeio sentir todo este ódio. Odeio minha vida. Odeio a vida. Odeio minha existência. Odeio sobreviver e não viver. Odeio não ter sua língua junto à minha. Te odeio.
Não é algo pessoal apesar de eu odiar-te um pouco mais que aos outros. É quase um lisonjeio. Te odeio. Odeio ter sentido saudades de me sentir assim.
Me odeio.
Odeio não conseguir reprimir toda esta esperança.
Te odeio por não ter me retirado toda a esperança.
Odeio todos os seres humanos.
Odeio conviver com cada um de vocês, porque os que me fazem bem, acabam por me fazer sentir-me mal.
Te odeio. Odeio o mundo. Odeio a vida, e com o perdão da repetição, odeio a vida. Odeio profundamente a vida. Odeio a ideia do suicídio. Odeio achar tal ideia charmosa. Te odeio.
TE ODEIO em caps lock. I hate you. Odeio o leitor e o escritor.
Odeio as profissões, a falta de opções, a inteligência e a falta de Inteligência. Odeio sua perfeição. Odeio profundamente a sua perfeição.
Odeio o amor platônico.
Odeio o Pataca.
Odeio meu ódio.
Odeio minha sabotagem, e odeio ainda mais a sua.
Chega! Chega disso! Te odeio por não gostar de mim da mesma maneira.
Odeio toda garota que me atrai.
Te odeio.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sem cores


Tentei não usar este espaço para coisas muito pessoais, mas na falta de um ombro, tenho um blog.
Talvez seja bobeira, talvez não devesse sentir-se assim, quiçá egocentrismo ou expectativas muito altas. Não devia ter pensado que era tão importante. O tombo é bem maior.
E eu que andava execrando a solidão, já penso logo numa reconciliação. Venha cá, velha companheira. Venha cá.
Se quem te deu a vida não se lembra, não deves passar de um vulto. Talvez seja apenas drama. Talvez não passe de curta decepção. Altas expectativas. A volta da depressão.
Então que vá aos Diabos este maldito dia que foi feito especialmente para decepcionar-nos.
Agradeço a quem começou bem meu dia e os amaldiçôo por terem o meu ego inflado para que ainda no mesmo dia o mesmo fosse furado. Vinte e três facadas o roubaram o ar. E o dia acabou deixando um gosto amargo e 145 palavras de angústia.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Every time I see a beautiful girl on the subway, I fall in love. I fall in love with them and then I forget them. All of it in thirty minutes.
I could really date one of these gurls, though. I'd love to do so. I just don't have the opportunity. Gotta love 'em. Gotta do. Gotta kiss 'em. And fall in love again and again.

And my fingers are just like a machine. They're typing my love. Describing my feeling. Amores de metrô. You gotta recognize their value.

(...)

That japanese gurl is pretty. She is, in fact, gorgeous. And cuz I'm a needy guy, she becomes even better. Her style is my style. I like her shoes, her shirt, her angelical face... And my sunglasses help me check her out.

(...)

I fall in love every day, my dearest friend. Sometimes twice a day - or even more - but they do not see me. They do not notice me. And I wish they did.
If only they knew what's going on inside my skull... If only...