Gosto de sua roupa, seu jeito, seu sorriso e da cor de seus
cabelos. Não tive grande contato contigo, mas não farei objeção alguma a meu
coração se por você ele quiser nutrir sentimentos, porque a dor da paixão,
minha querida, foi a mais deliciosa dor que já senti.
Transcrever emoções, sentimentos, passado, futuro ou desejos, é viver - ou reviver - tudo o que há de melhor.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
Scrambled maen
I’m not
quite sure of what I want, Doc. I must be the most screwed up human being in
this whole damn world. I try to get people’s approval by saying that I don’t
need their approval. How the fuck am I gonna get to be happy thinking and
acting like this?
Look, all I’m
saying is that I have the most fucking ranging humor ever. In fact, sometimes
it doesn’t even range. I sometimes feel both happy and sad at the same damn
time! Now how’s that even possible? I know that human beings are complicated as
hell, but you ain’t gonna say that I’m not different and this kind of stuff
happens to everyone, are ya?
See, I’m
not trying to look different, I’m just looking for some relief, OK? So you can
please just cut the crap and get straight to the point, will you?
Doc, I’m
willing to do drugs, go through treatments, take medicine, alternative
medicine, anything! You name it, I do it.
I’m looking
forward to hearing from you.
Yours,
Daudore.
sábado, 4 de agosto de 2012
Psyc
“Recobrei a consciência mas não mexi uma pálpebra sequer. Senti
alguém lamber-me as bochechas, e apertei os olhos. Lembro-me vividamente do
desespero que senti. Abri e fechei as mãos vagarosamente. Meus músculos doíam.
Não conseguia mexer nada além das mãos, olhos e boca. Meu corpo estava muito
pesado. Senti algo me invadindo a boca, algo um tanto flácido e de estranha textura.
Com toda a força que pude juntar, forcei as mandíbulas e ouvi um urro de dor.
Um líquido sabor ferrugem me encheu a boca, e instantaneamente abri os olhos
para descobrir um leão saltando de lado a lado, rugindo para o céu.”
“Este foi seu sonho, senhor Mendes?“ – Perguntou a doutora
enquanto ajeitava seu par de óculos.
“Sim, este foi meu sonho.” – Ricardo riu-se por dentro. Que
belo mentiroso era.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Mendes, Ricardo. Setembro de 2011.
Caros amigos, alguns de vocês já sabem de minha história.
Sou eu, Ricardo. Alguns me chamam de Mendes. Em verdade, só me chamam assim nas
clínicas psiquiátricas que frequento. É por culpa dos doutores e doutoras de
tais clínicas que estou aqui escrevendo. Recomendaram-me que usasse uma espécie
de diário para aliviar todas essas coisas que acontecem em minha cabeça ou em
minha vida. Me disseram que estou um tanto doente, mas que posso me curar.
O que lhes conto hoje é que, na noite passada, fui parar num motel
barato depois de muita vodka – lembrei-me de Camila, amigos.
A garota que me acompanhava estava tão alcoolizada quanto eu. Tinha olhos castanho-escuros, cabelos vermelhos, pele clara e chamava-se Karen. Era um tanto atraente, amigos. Perguntei-me mentalmente como é que eu acabava com pessoas mais atraentes que eu, deitadas ao meu lado em uma cama de motel.
A garota que me acompanhava estava tão alcoolizada quanto eu. Tinha olhos castanho-escuros, cabelos vermelhos, pele clara e chamava-se Karen. Era um tanto atraente, amigos. Perguntei-me mentalmente como é que eu acabava com pessoas mais atraentes que eu, deitadas ao meu lado em uma cama de motel.
Beijei-lhe o pescoço, o colo, os seios, e tivemos trinta e
cinco minutos agradáveis. Se quiseres, dê asas à vossa imaginação. Não
entrarei em detalhes. Fato curioso foi encontrar-me desesperado para sair dali.
Apesar de ser um motel um tanto barato, havia uma banheira no local, a qual enchemos,
entramos, e onde ficamos conversando. Ela acendeu um cigarro de cravo e ficou
criticando minhas pernas cruzadas dentro da banheira. Calculei quantas horas
dormiria para acordar já na hora de deixar o motel. Estava inquieto e mal conseguia
disfarçar.
Karen começou alguns assuntos algumas vezes, mas eu estava
distante. Vou-lhes ser sincero esperando que nenhum julgamento seja a mim
direcionado: eu estava envolvido com outra pessoa. Acho que sentia uma dose de
culpa ao pensar nela. Karen falou sobre morte, e eu tive vontade de largá-la na
banheira. Não tentei disfarçar e fui deitar-me. Não dormi mais que uma hora,
minha senhora. Acordei e liguei a tevê. As horas arrastaram-se. Desejei ter um
bom livro ou muito álcool.
Amigos, tomei a decisão mais improvável. Adiantei meu relógio e
o celular da Karen em duas horas. Não conseguiria aguentar por muito mais
tempo. Acordei-a e disse que precisávamos ir embora.
Levantamo-nos e saímos do quarto, passamos pela recepção e
chegamos à rua. Meus pensamentos ainda chegavam à Millie. Millie, caro leitor,
é o nome da garota com a qual eu me encontrava envolvido. Disse à Karen que eu
precisava correr pra casa de um amigo e pegar uma coisa que tinha esquecido.
Ela não acreditou muito, mas não me importei com isso. Duas horas mais tarde recebi
uma mensagem da Karen, que me perguntava se eu me encontraria com a outra.
Senti enorme arrependimento por ter passado a noite a seu lado.
Querido leitor, se já me julgastes por ter passado a noite
com Karen estando envolvido com Millie, sugiro que encerre por aqui a
leitura.
Seis horas mais tarde eu estava abraçado com Millie, e, caro amigo
leitor, ela era impossível de segurar. Jantamos juntos, conversamos, rimos, e, ainda assim, eu não sentia-me atraído por ela. Ela usava a droga da língua demais, e por isso eu
tinha de me esquivar pra não ser atingido nos ombros, pescoço, queixo e bochechas - era uma cena um tanto ridícula, e acredito que algum possível espectador estava rindo-se ao assisti-la. Tive a mesma vontade desesperada de voltar para casa, mas não foi o que fiz.
Querido leitor romântico, se até agora não encerrastes a leitura, mereces sofrer com o desfecho desta história, e não darei conta dos detalhes para assim adiantar ambos: final da história, e teu espanto. Dormi com Millie no mesmo motel que acordei com Karen. Pedi o mesmo quarto, e enchi a mesma banheira.
Querido leitor romântico, se até agora não encerrastes a leitura, mereces sofrer com o desfecho desta história, e não darei conta dos detalhes para assim adiantar ambos: final da história, e teu espanto. Dormi com Millie no mesmo motel que acordei com Karen. Pedi o mesmo quarto, e enchi a mesma banheira.
Não escreverei nem mais um parágrafo, leitor querido. Ouvi um barulho vindo do outro lado do quarto: acho que Millie está despertando.
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