Transcrever emoções, sentimentos, passado, futuro ou desejos, é viver - ou reviver - tudo o que há de melhor.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Colagem - Holden's rebirth


The reason I’m here and all is to tell you a little bit about this girl. She is this very beautiful girl who’s so goddam beautiful that can get you depressed as hell. I mean it. Really. She has this goddam pretty eyes, for chrissake! It kills me! It really does. And the way she speaks and all, boy, was I in love. I started to think that I should give her a buzz and all, but it kinda made me feel a little depressed. You know, you take this very cute girl and ask her to go out with you and all, you give her the look and you really try and everything, but they are too goddam beautiful. It just can’t work out. Then I figured what I’d do, I would call her and all, ask her to marry me all of a sudden and then just say it was a lie. Just for the hell of it. But when I came close to make that call I gave up. I guess I just didn’t feel like doing it. You have to be in the mood to do something like this, for God’s sake. But she did have a helluva pretty face. Christ was she cute!
Anyway, I started thinking about the way she laughed and all, it was sort of a choke but in a cute way. You oughta see her laughing some time. It’ll kill you.
Goddam Christ! I don't seem to stop writing this way and all.
So I decided to go on with that. Just for the hell of it;
Sometimes I'm a madman. I really am. No kidding. I'm a goddam madman, for chrissake. That's what I am.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

I'm awfully sorry - Holden has taken control


We don’t have much to talk, but I swear to God I desire you. You grow more and more interesting each and every day. You kill me. You really do. Chrissake you’re beautiful! And I’m pretty sure I’m gonna kiss your goddam lips. You have a hell of a smile, you know that? And it feels nice having a crush on you, it makes me feel more like a human being and all. You oughta believe me when I say you got a heluva smile. Goddam girls. They can ruin you. I’m not kidding.
You’re too damn good, for chrissake!

sábado, 8 de setembro de 2012

Lack of sense


Karen estava exausta. Arfava e caminhava com o tronco arqueado. Deu mais cinco passos e apoiou as mãos nos joelhos para descansar. Olhou para trás e avistou Plínio, um rapaz muito jovem de cabelos louros e pele mui alva. Tão alva que, muito frequentemente, chegava à vermelhidão. Plínio acenou e sorriu, e Karen respondeu com os mesmos gestos.
Ela preocupou-se: ele não parecia cansado. Dentro de pouco mais de dois minutos ele a alcançaria. Tirou forças sabe-se lá de onde e voltou a andar, agora um pouco mais rapidamente. O estômago queimava, suplicando por um pedaço de pão ou uma fruta. A garganta estava seca e o frio castigava sua pele.
Pensou ter ouvido um barulho à sua frente, então apurou os ouvidos numa tentativa de capturar algum ruído além daquele produzido pelo atrito de seus pés contra o asfalto. Sim, definitivamente ouvia alguma coisa. Olhou para trás para perguntar a Plínio se ele também ouvia o barulho, mas não havia ninguém atrás dela. Que decepção! Seu inimigo imaginário não a perseguia justo agora que queria perguntar-lhe algo! Tentou chamá-lo pelo nome mas sua voz não saiu. Havia já muito tempo desde a última vez que usara as cordas vocais, e por isso a voz não aparecia.
Esticou o pescoço e subiu às pontas dos dedos para tentar capturar com os olhos a origem dos ruídos, mas não obteve sucesso.
Caminhou em silêncio e foi percebendo o ruído ficar gradualmente mais alto. Entrava deliciosamente em seus ouvidos e a deixava feliz. Seus pés doíam, mas não podia parar de caminhar.
Depois de certo tempo, passou a se questionar se havia de fato algum sonido sendo capturado por seus ouvidos, ou se era enganada por seu cérebro. Caiu de joelhos. As pernas já não respondiam aos comandos enviados pelo cérebro. Pensou em arrastar-se, mas descartou a ideia ao perceber o quão arranhados já estavam seus joelhos.
Era hora de descansar, talvez de desistir. Deitou as costas no asfalto, esticou as pernas e abriu os braços. Uma de suas mãos – a direita – recostou em algo macio. Karen virou o pescoço muito vagarosamente para encontrar um pequeno camundongo. O animal estava morto e tinha apenas três pernas. Ela sentiu o estômago roncar sugerindo a ingestão do roedor que ela agora segurava com as pontas dos dedos. Sua aversão àquele ser foi grande mas passageira. Precisava alimentar-se. Quais seriam as conseqüências caso ela comesse o ratinho? E se nada comesse? Será que a ingestão seria pior que a falta de alimentação? Ela precisava comer algo. Talvez suas pernas até voltassem a funcionar bem! Considerou tudo isso e decidiu comê-lo. Mas como proceder?
Foi uma cena teatral: Karen tinha as unhas um bocado grandes, e as usou para rasgar a carcaça do camundongo. Um líquido começou a vazar e seu estômago ficou estranho. Ela não sabia dizer se era ânsia ou fome. Apertou o animal com uma só mão, fazendo com que o líquido escapasse do pequeno corpo e parasse em sua outra mão, e de lá fosse encaminhado à sua boca. Em seguida, torceu a cabeça do bicho e a girou até que ela fosse separada do pequeno corpo. Abriu o corpo e comeu o conteúdo deixando de lado a carcaça com os pêlos. Seu estômago parecia ter despertado, e queria mais alimento. Ela virou a pele do animal ao avesso e passou os dentes para conseguir arrancar a maior quantidade possível de carne. Ainda estava com muita fome. Olhou com repulsa para a cabeça do ratinho e guardou-a no bolso esquerdo. Tinha de racionar a comida.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Onze dias de paixão


Na terça-feira da semana passada, me apaixonei por teu nariz, na quarta-feira, por teu sorriso, um dia depois, fui hipnotizado por tua voz, e na sexta-feira fiquei impressionado com tua roupa, em espacial tua jaqueta. 
No sábado não pude deixar de lembrar e apaixonar-me por teu jeito, no domingo reforcei o sentimento usando tua ausência. Na segunda-feira desta semana, desejei teus cabelos, na terça-feira comemorei o aniversário de uma semana de encanto, me apaixonando por tua estatura. Na quarta-feira me reservei o direito de apaixonar-me por tuas mãos, e na quinta-feira me encantei com teu queixo. Hoje é sexta-feira, e te desejo por completo. Quero apaixonar-me por teus lábios e sentir o calor de teu abraço. Quero colocar tua franja atrás de tuas lindas orelhas, te beijar o nariz, a testa, os lábios e novamente o nariz. Quero passar minhas mãos maliciosamente por teu corpo e senti-lo eriçar. Quero morder-te o braço e sentir tua respiração.
Deitei meus olhos em você, e, querida, não os quero levantar.