Transcrever emoções, sentimentos, passado, futuro ou desejos, é viver - ou reviver - tudo o que há de melhor.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Texto 102


Andam tentando me convencer de que não sou um babaca fracassado, mas eu não caio nessa, mon ami.
Minhas pernas não param de se mexer, minha boca está amarguíssima, meu organismo está cheio de álcool, e eu estou com o corpo péssimo. Minha saúde tá foda, meu amigo. Tá foda mesmo.Tenho ânsias de vômito diariamente, apertos no peito, tremor labial, inquietação, cansaço, cabeça cheia e vida vazia. Anteontem me disseram pra parar de beber, mas, amici, a vida não deixa.
Dores nas têmporas, excesso de saliva, fadiga, escrita suja, leitura de rótulos, filmes esquecidos, dores nos calcanhares, dentes cerrados, escrita romântica, palavras ácidas, pico de felicidade, pico de tristeza, esperança, decepção, ansiedade, dores estomacais, um soneto, tédio, fadiga, timidez, nostalgia, pessimismo, alegria momentânea, palavras soltas, trezentas mensagens, desânimo, ânimo, antônimos, artes, literatura, conversas.
Puta que me pariu! Preciso dar um jeito nas coisas. Tentaram muito me convencer de que eu era uma pessoa maravilhosa. Cazzo, meus queridos! Não é assim que se faz. C’est la vie é o caralho, tá? Com todo o respeito. Vou tentando não aceitar as coisas como elas são, o que é extremamente fácil, em tese. Já disse que minha cabeça tá uma bosta? Pois é. No es tan fácil, compañero. Vou varrer essas coisas. Já percebeu a falta de sentido no que escrevo? Porra, não sou um robô, nem um animal, nem uma pelúcia, nem um pedaço de madeira. É por isso que ta foda fazer sentido, entende? Vou encerrando isso aqui antes que eu fale demais, tá?
Tá aí. Crack the code. Vou cuidar de meu estômago e de minhas têmporas.

terça-feira, 5 de março de 2013

Poder podar


Preciso voltar a produzir como outrora. Mas não estou disposto a passar por tudo o que passei uma vez mais. O medo que tenho é absurdo. Tenho de me esforçar muito para não dar vazão à droga da minha visão periférica. Catso!
Não entendo essa minha fraqueza. Não entendo essa bosta de fraqueza. Tenho andado muito mais lúcido, apesar dos pesares.
Pausa.
Retomando: Preciso exercitar esse negócio pra não cair na mesma armadilha. E, porra, com a mesma bosta de nome?! No way! Vou lutar contra isso.
Esqueça tudo o que acabo de dizer. Sou uma droga de um mentiroso. Minto para mim mesmo quando escrevo dizendo que não me importo, pois, enfatizando: se escrevo é porque me importo.
Eu era tão promissor, caralho! E agora vem essa porra de dor estomacal me tirar a concentração? Há algo extremamente errado. Preciso exercitar essa merda. Quero minha sanidade regada a drogas. Não quero mais estar tão preso. Isso não se faz, querida. Isso não se faz.
Agora tenho de escrever pontuando com espor[r]ádicos palavrões para umedecer essa porra toda. São a vaselina dessa vida, os meus palavrões. Essa dor é insuportável. Isso não se faz, tá bem?
Por isso tenho tanto medo de que volte com força. Porra, eu trocaria dias de minha vida pela segurança de que não sofreria com o mesmo mal, mas sei que sou fraco demais. Não importa o que eu ouça, minha mente é uma perdição, minha amiga. Balanço a cabeça positivamente, mas estou, em verdade, perdido em meus pensamentos, que, veja só você, estão perdidos entre seus cabelos.
Percebe minha fraqueza? Comecei o texto cuspindo violentamente, mas termino admitindo minha fraqueza. Faz muito frio, e tenho certeza de que você sabe do que estou falando.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Semiotics


Olhei para ela como mais uma de minhas passadas (e dolorosas) paixões. Hoje, se me perguntassem, eu diria que prefiro dois gramas de felicidade cocaínica, a ter seu nome em meus ouvidos, seu cheiro em minhas narinas, sua pele em minha pele, seu sabor em minha língua e sua imagem em minhas dilatadas pupilas. Morro de medo de ter uma recaída, no entanto. Felizmente, sinto que algo no padrão foi alterado. Sou capaz de contar quinze mentiras para denegrir minha imagem, mas não revelo um real defeito. Atenção no parágrafo seguinte:
Um rápido rascunho do que aconteceu. Dia radiante recebeu rajadas de vento, raios e raras pancadas de chuva. Meu radar me alertou sobre a rachadura em minha mente. Falta de razão.
Preciso ouvir algo sobre a insustentável leveza do ser. Santa Mudança no Padrão. Tenho muito que dizer, mas as palavras estão fugindo. No entanto, não posso deixar de lembrar que de casto para catso basta uma pequena mudança. Aprendi a lidar com algumas coisas. Reality sucks. Ya no me gusta tenerte muy cerca. Para ser muito sincero, ela é tão interessante quanto real state propaganda. E ela não merece toda esta sujeira. Sem falar em sua normalidade. Casto casto casto catso casto catso catso. Só pra enfatizar. Emphasis em fases diferentes. Um choro agudo, ausência de lágrimas, ênfase acrescentada. Há um tempo negritei aquela paixãozinha; negritei, sublinhei e pus em itálico, tudo isso pra enfatizar. Bold(o). Às vezes a comunicação falha um pouquinho e a confusão está feita. O que era cor e ação vira coração. Não posso talhar nomes em pedra. Felicidade cocaínica parece aquela felicidade que senti por dois dias; às vezes vem acompanhada de dores estomacais. Aquele esforço todo que eu fiz foi... Bom, acho mais fácil deixar de lado. Tenho certeza de que se eu procurar a origem do seu nome, acharei castidade relacionada. Maluquice minha. Ctrl+c, ctrl+v e só coloquei atenção na hora de trocar nomes próprios. Isso é o que meu cérebro faz. Cor e ação.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Flu-ir


Auto-destruição. Sou um coquetel molotov. Auto-destrutivo é pouco. Nada de memorável solidão. Isso é pouco. Pouquíssimo. Não tenho nome, nem propósito, nem despropósito. Epifania. Não sou poeta, músico ou escultor. Nem casto, nem vasto, vacasto. Oralidade, neologismo, oralogismo. Porra de horóscopo. A Mari acredita nesta porcaria. Ânsia de vômito, dores de cabeça, e auto-destruição. Desconexo, confuso, non-sense. Sempre três. Tic(que), TOC ou teco, se é que me entende. Essa é a diferença entre nós. 

O outro rapaz lia. Eu mexi na porra do seu queijo, ta legal? Torci para que me acolhesse em seu colo. Torcicolo. Articulações rotas, inflamações e febre. Duvido até do que vejo, porque não confio em meu cérebro. Eu mexi na bosta do queijo, e foi só pra fazer algo contrário. Junto duas palavras, uso cognatos, e abuso de cacófatos. Amo elas, a moela, e a ruela (além da arruela, que não vou incluir pra não perder o número três). 



Dores na nuca, ombros e olhos. Não tenho nome. Sou auto-destrutivo. Arma apontada para a cabeça é fácil demais. Não tens coragem. As primeiras Silabas; preste atenção: Moleza, logicidade, total v. Semiótica, literatura, e literótica. Procrastinar é menos perigoso que procriar. Prover, prever, prevalecer. Sei lá. Duas mil e trinta e três visitas. Ainda tem aquele negócio de auto-destruição. Parvos. Sou um coquetel motov.